Quatro anos de energia solar fotovoltaica no Brasil

Desde que o tema Energia Solar Fotovoltaica entrou oficialmente em pauta no Brasil, muitas iniciativas aconteceram, e nós que acompanhamos o processo desde o início, podemos afirmar que muito já foi feito e estamos evoluindo bastante!

Inicialmente, com um esforço enorme para desenvolvermos todas as bases de introdução da tecnologia, desde a criação das normas técnicas de conexão e proteção dos sistemas de micro e minigeração distribuída, até a capacitação técnica dos diversos elementos que eram decisivos para a real introdução da tecnologia no país.

Hoje podemos afirmar que Energia Solar Fotovoltaica é uma realidade não só no Brasil mas também nos principais clientes da América Latina.

O Brasil especificamente, devido ao seu protagonismo na América Latina, segue liderando o processo de introdução e consolidação desta tecnologia.

Otimismo à parte, ainda é muito evidente a falta de conhecimento por parte das lideranças do nosso país e infelizmente ainda temos uma grande estrada para caminharmos até encontrarmos um ambiente que seja atrativo e viável ao investimento.

Serei mais claro:

É inegável a grande oportunidade que a conjuntura atual oferece para o investimento em FV:

  1. Escassez Hídrica: A Real redução de geração elétrica devido a escassez hídrica trouxe como consequência um aumento do custo da energia elétrica em mais de 50% para os consumidores residenciais além da introdução da bandeira tarifária que inclui ainda mais um custo variável à conta. Já para aqueles consumidores industriais, que não tenham um contrato preestabelecido com as distribuidoras de energia, este aumento pode alcançar até 5 vezes o valor atual, considerando compra de energia no mercado “spot”. A falta de água desequilibrou tanto o setor elétrico, que chegamos ao cúmulo de empresários industriais enxergarem maior oportunidade em vender a energia contratada a valores superiores a R$ 800 o megawatt, a manter sua produção em operação.
  2. Possível falta de Energia: Ficou evidente o risco que manter uma matriz energética, baseada em geração hídrica pode trazer para o país. Nossos governantes estão atentos a tal situação, e veem por diversos caminhos promovendo outras formas de geração de energia, principalmente as renováveis.
  3. Micro Geração Distribuída: O desejo de poder gerar sua própria energia, ser sustentável e principalmente não estar vulnerável a aumentos de energia por conta dos fatores já descritos acima, tem feito com que diversas pessoas se interessem pela tecnologia Solar Fotovoltaica. Basta conversar com empresas pioneiras de instalação solar ou os próprios fornecedores de equipamentos para confirmar esta afirmação. Costumo dizer que “Todos desejam ter uma instalação solar fotovoltaica”, porém ainda assim, são poucos os que estão dispostos a executar um investimento que traria um retorno em torno de 5 a 7 anos (Já considerando os aumentos comentados), ainda que esta economia durasse por mais 13 anos. Para os que têm disponibilidade de capital, não investir em FV trata-se pura falta de bom senso, pois, certamente tal investimento é muito melhor no médio prazo, que ficar com dinheiro investido em Fundos, Renda fixa, LCI, etc., os quais, com muita ginástica remunerariam cerca 1% ao mês.
  4. Mini Geração Distribuída: São todas as instalações que consistem entre 100 kilowatts até 1 megawatt, de acordo com a regras do Prodist. Estas serão as grandes protagonistas, para impulsionar á geração distribuída no Brasil.A Instalação de uma usina Solar fotovoltaica em uma industrial oferece grandes benefícios ao investidor. A começar pelo perfil de consumo energético de uma indústria que esta completamente em linha com o perfil de geração solar fotovoltaico, podendo assim consumir na totalidade a energia gerada, sem ter que devolvê-la à rede no sistema “net metering”, o qual ainda não se mostrou interessante para o gerador, devido principalmente á obrigação do pagamento de ICMS da energia gerada.
  5. Geração em grande escala (Utilidades): Os últimos acontecimentos tem contribuído bastante para o estabelecimento das bases para a indústria fotovoltaica no país, como é o caso do ultimo leilão de Reserva (LER /A-3) onde foram negociados em torno de 1 gigawatt de energia Solar Fotovoltaica, os quais deverão estar disponíveis para o consumo a partir de 1º Janeiro de 2017. É evidente que somente 1 GW de energia Solar não é suficiente para fazer partir uma indústria no país, porém sinaliza uma grande oportunidade para os investidores acreditarem que a decisão de inserir Energias Renováveis na matriz energética nacional é séria e terá continuidade.
  6. Novos Leilões já agendados: Além do leilão executado em 2014, o governo federal através da Aneel, já indicou mais 2 certames específicos para a tecnologia solar fotovoltaica, os quais deverão ocorrer nos meses de Agosto e Novembro de 2015, respectivamente. Considerando a robustez do ultimo leilão, a disponibilidades de projetos disponíveis e a volúpia dos participantes, imaginamos que facilmente alcançaremos até o final de 2015 uma demanda negociada em torno de 2 gigawatts de potência, o que finalmente trará condição para uma real instalação das indústrias no país. Claro que não podemos terminar por aí, afinal 3GW não significa nada dentro da matriz energética brasileira e também não garantirá a evolução da indústria local. O governo deverá seguir demonstrando o desejo em realmente aumentar a participação das renováveis no decorrer dos anos.

 Hamilton Moreira da Cunha Jr. – CEO Eletronica Santerno América Latina

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